sábado, 2 de janeiro de 2010

Há muitos anos atrás assisti na faculdade um filme que contava a história de Abelardo e Heloísa e até hoje só de ouvir esses dois nomes juntos, me dá um aperto no coração. Sua história tornou-se paradigma da condenação cruel que podia atingir uma paixão, quando proibida e revelada.
• O romance iniciou-se em Paris no séc XII. Abelardo era filósofo e professor e tinha 37 anos. Heloísa tinha 17 e morava com o tio Fulberto. A paixão, enorme, era vista como um desvio à fé cristã, para um homem da igreja.
• Abelardo ensinava na escola de dia e dava aulas a Heloísa à noite, hospedado na casa do seu tio. Fascinados um pelo outro, as aulas noturnas deram lugar aos encontros apaixonados.
• Eram dois intelectuais e sabiam os perigos que corriam perante a sociedade.
• Após ter sido descoberto o romance e Abelardo expulso da casa, encontravam-se nos locais que Heloísa podia frequentar sem acompanhantes; em sacristias e confessionários.
• Heloísa engravida e Abelardo a leva às escondidas para a sua aldeia em Palais, até dar à luz um menino, Astrolábio.
• Abelardo pede ao tio permissão para casar com Heloísa. Este consente, embora magoado.
• O casamento realiza-se durante a noite, às escondidas, numa pequena ala da Catedral de Notre-Dame, de modo que ninguém desconfie.
• Tempos depois, o casamento é descoberto e Fulberto envergonhado, resolve vingar-se de Abelardo. Contrata uns homens para invadirem os aposentos de Abelardo durante a noite e ele é brutalmente castrado.
• Abelardo na sua angústia e vergonha, obriga Heloísa a ingressar no mosteiro de Santa Maria de Argenteuil. Heloísa tinha vinte anos. Abelardo retira-se para o mosteiro de Saint-Denis.
Durante muitos anos não se viram, apenas trocavam cartas. Enquanto as cartas de Heloísa eram cheias de paixão, de desejo, de amor, de dor e rebeldia, Abelardo, apesar de ainda amá-la, não tinha mais o desejo e a paixão, devido à castração.
Anos mais tarde Abelardo constrói uma escola-mosteiro ao lado da escola que ele tinha dado a Heloísa. Vêem-se diariamente, mas não se falam.
Abelardo morreu em 1142, com 63 anos de idade. Heloísa mandou construir uma sepultura em sua homenagem.
Em 1162 morre Heloísa e a seu pedido, foi sepultada ao lado de Abelardo.
Em 1817 os restos mortais dos dois amantes foram levados para o cemitério do Padre Lachaise.
• O romance iniciou-se em Paris no séc XII. Abelardo era filósofo e professor e tinha 37 anos. Heloísa tinha 17 e morava com o tio Fulberto. A paixão, enorme, era vista como um desvio à fé cristã, para um homem da igreja.
• Abelardo ensinava na escola de dia e dava aulas a Heloísa à noite, hospedado na casa do seu tio. Fascinados um pelo outro, as aulas noturnas deram lugar aos encontros apaixonados.
• Eram dois intelectuais e sabiam os perigos que corriam perante a sociedade.
• Após ter sido descoberto o romance e Abelardo expulso da casa, encontravam-se nos locais que Heloísa podia frequentar sem acompanhantes; em sacristias e confessionários.
• Heloísa engravida e Abelardo a leva às escondidas para a sua aldeia em Palais, até dar à luz um menino, Astrolábio.
• Abelardo pede ao tio permissão para casar com Heloísa. Este consente, embora magoado.
• O casamento realiza-se durante a noite, às escondidas, numa pequena ala da Catedral de Notre-Dame, de modo que ninguém desconfie.
• Tempos depois, o casamento é descoberto e Fulberto envergonhado, resolve vingar-se de Abelardo. Contrata uns homens para invadirem os aposentos de Abelardo durante a noite e ele é brutalmente castrado.
• Abelardo na sua angústia e vergonha, obriga Heloísa a ingressar no mosteiro de Santa Maria de Argenteuil. Heloísa tinha vinte anos. Abelardo retira-se para o mosteiro de Saint-Denis.
Durante muitos anos não se viram, apenas trocavam cartas. Enquanto as cartas de Heloísa eram cheias de paixão, de desejo, de amor, de dor e rebeldia, Abelardo, apesar de ainda amá-la, não tinha mais o desejo e a paixão, devido à castração.
Anos mais tarde Abelardo constrói uma escola-mosteiro ao lado da escola que ele tinha dado a Heloísa. Vêem-se diariamente, mas não se falam.
Abelardo morreu em 1142, com 63 anos de idade. Heloísa mandou construir uma sepultura em sua homenagem.
Em 1162 morre Heloísa e a seu pedido, foi sepultada ao lado de Abelardo.
Em 1817 os restos mortais dos dois amantes foram levados para o cemitério do Padre Lachaise.
domingo, 9 de agosto de 2009
Aos PoetasNALDO VELHO
Não reconheço o poeta que não tenha arestas, que não tenha vivido os contrastes e que não tenha em sua bagagem muitas histórias, boa partedelas mal comportadas, mal resolvidas e, às vezes até, inacabadas...
Não reconheço o poeta que não tenhaespinhos, muitas farpas e cacosespetados por todo o corpo, feridas mal cicatrizadas, cortes, desgostos que sangram toda vez que alguém toca, e que vez por outra ardem, doem...
Não reconheço o poeta que tenha perdido a coragem de tentar sempre outra vez, outra vez, e mais outra vez... Apesar de saber que vai voltar a arder, a sangrar e a doer.
Não reconheço o poeta que não tenha vivido um drama, que não tenha se envolvido numa trama, que não tenha dobrado muitas esquinas ou que tenha como trajetória uma reta e longa linha, que não tenha sobrevivido a um feitiço, que não tenha se perdido em desvios, em atalhos, que não tenha caído em muitos buracos, ribanceiras, que não tenha arranhado todo o corpo e por força das suas incertezas, não seja meio labirinto, meio esfinge, meio esboço.
Não reconheço o poeta que não tenha praguejado, que na perda não tenha chorado, que no desencontro não tenha se lamentado. Podia ter sido tão bom!
Não reconheço o poeta sem pecado, que não tenha caminhado errado, que não tenha se enganado, ou não tenha sido enganado, que não tenha dormido em alguma cama estranha em busca de um outro sabor. Se não dormiu, sonhou ou então desejou!
Não reconheço o poeta que não tenha uma sombra, um fantasma, um arrependimento, frutos de um dissabor ou de um constrangimento; que seja sem conflitos, sem desgastes, sem atritos.
Não reconheço um poeta que não seja indecente, que não tenha uma boa quantidade de veneno escorrendo dos seus lábios ou guardado entre os dentes, que seja bem comportado, bem resolvido, em paz, harmonizado, que viva em plenitude, que seja feliz, sem ser hipócrita, pois todo o poeta é um louco, um buscador que se alimenta da vida, todo o poeta é o “antinirvana” e ele é como é, e ainda bem que assim é!
Aqueles que são poetas entenderão, aqueles que fingem, contestarão.
De qualquer maneira peço licença para que eu possa passar com a minha loucura. Quero assim poder continuar semeando a busca pela compreensão.
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